Honda corre contra o tempo para salvar parceria com a Aston Martin na F1 2026
- Ana Clara

- 1 de abr.
- 2 min de leitura
A parceria entre a Honda e a Aston Martin F1 Team na temporada 2026 da Fórmula 1 não começou da forma ideal, mas uma coisa é clara: os japoneses sabem exatamente onde estão pisando e não pretendem perder tempo para virar esse jogo.
Com as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita canceladas, o mês de abril ficou “em branco” no calendário. E, longe de ser um problema, isso virou uma oportunidade perfeita para reorganizar a casa.
Problemas logo de cara
Desde os primeiros testes, o conjunto chamou atenção — mas não de um jeito positivo. A unidade de potência da Honda apresentou falhas de confiabilidade que limitaram bastante o tempo de pista de Fernando Alonso e Lance Stroll, tanto em Barcelona quanto no Bahrein.
Um dos pontos mais críticos? Vibrações excessivas no motor. O problema foi tão sério que chegou a impactar fisicamente os pilotos. E, como se não bastasse, além da confiabilidade questionável, o desempenho também ficou abaixo do esperado.
Trabalho em duas frentes
O diretor de pista e engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, deixou claro que a equipe está dividida entre duas prioridades: fazer o motor aguentar e fazê-lo render mais.
Segundo ele, completar a distância de corrida já foi um avanço importante. Ainda assim, há muito trabalho pela frente, especialmente na confiabilidade da bateria e na otimização da gestão de energia.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento mecânico do motor segue a todo vapor nos bastidores. Mas Orihara foi direto: isso não é algo que se resolve do dia para a noite.
Dados valiosos e estratégia conservadora
Apesar das dificuldades, a equipe conseguiu coletar uma boa quantidade de dados, especialmente após completar uma corrida com Alonso. Essas informações serão fundamentais para os ajustes nas próximas semanas.
Para garantir esse progresso, a Honda precisou adotar uma abordagem mais conservadora, limitando o desempenho do motor para evitar novas falhas.
A ideia agora é clara: primeiro garantir confiabilidade consistente e depois, liberar mais performance gradualmente.
O que vem pela frente
O foco imediato está na gestão de energia e na calibração de dados. Já melhorias mais profundas no motor dependem de atualizações que só devem chegar com a homologação de uma nova unidade de potência.
Se tudo seguir o cronograma atual, isso deve acontecer apenas por volta do GP da Catalunha, em Barcelona, no meio do ano.
O grande desafio: vibração
O presidente da HRC, Koji Watanabe, foi direto ao ponto: o problema das vibrações precisa ser resolvido na raiz.
Medidas paliativas já estão sendo aplicadas para proteger componentes como a bateria, mas a solução definitiva exige um trabalho conjunto entre motor e chassi.
Resumo da situação
A Honda começou 2026 com o pé esquerdo — mas com consciência total dos problemas e um plano claro de ação. Com semanas valiosas sem corridas, a expectativa é de evolução rápida.
A pergunta agora é: quando esse potencial vai finalmente aparecer na pista?




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