FIA barra “atalho” técnico de Mercedes e Red Bull nas classificações da F1
- Ana Clara

- 14 de abr.
- 2 min de leitura
A FIA decidiu agir após identificar uma prática controversa envolvendo Mercedes e Red Bull durante as sessões de classificação da Fórmula 1. Segundo informações recentes, as equipes teriam encontrado uma forma de extrair um ganho extra de desempenho usando o MGU-K, componente elétrico da unidade de potência.
O que estava acontecendo?
O suposto “truque” consistia em manipular o uso da energia do MGU-K de maneira não convencional. Em vez de liberar a potência de forma progressiva — como previsto no funcionamento padrão, o sistema era abruptamente desligado ao atingir o limite da bateria.
Na prática, isso evitava a queda gradual de potência (que normalmente ocorre em etapas), permitindo um desempenho mais consistente ao longo da volta rápida. Esse detalhe, embora pequeno, pode fazer diferença significativa em classificações extremamente disputadas.
Por que isso gerou polêmica?
Apesar de o regulamento não proibir explicitamente o uso total da bateria em uma volta, a Ferrari levantou questionamentos junto à FIA. A equipe suspeitava que a aplicação dessa estratégia ultrapassava o espírito das regras técnicas.
O ponto central da discussão está no uso de um mecanismo de segurança do sistema híbrido. Esse recurso foi projetado para situações específicas, mas estaria sendo explorado estrategicamente para ganho de desempenho, algo que não era a intenção original.
A resposta da FIA
Diante da situação, a entidade reguladora decidiu intervir. Documentos já foram enviados às equipes deixando claro que esse tipo de uso não será mais permitido, exceto em casos realmente necessários, como falhas técnicas ou questões de segurança.
Além disso, a FIA informou que passará a monitorar com mais rigor os dados coletados após as voltas de classificação, garantindo que o sistema não seja desligado de forma intencional para obter vantagem.
Impacto no grid
A mudança deve afetar diretamente o equilíbrio de forças nas classificações, ainda que o ganho proporcionado pelo “truque” fosse considerado pequeno. Mesmo assim, em um esporte onde milésimos de segundo fazem diferença, qualquer detalhe conta.
Vale lembrar que a Mercedes fornece motores para outras equipes, como Alpine, McLaren e Williams. Já a Red Bull mantém parceria com a Ford, também envolvida no desenvolvimento das unidades de potência utilizadas pela Racing Bulls.
O que esperar agora?
Com a fiscalização mais rígida, as equipes terão que buscar outras formas de otimizar desempenho dentro das regras. Esse episódio reforça como a Fórmula 1 continua sendo um campo de inovação constante e também de limites sendo testados.
Resta saber quem será o próximo a encontrar uma “zona cinzenta” no regulamento.





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