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Mercedes na frente? O que revelam as simulações de corrida da F1 na Austrália

A sexta-feira de treinos do Grande Prêmio da Austrália da Fórmula 1 mostrou tempos equilibrados entre as principais equipes, mas uma análise mais detalhada das simulações de corrida revelou um possível favorito para o domingo: a Mercedes-AMG Petronas Formula One Team.


Embora a Scuderia Ferrari tenha liderado o primeiro treino com Charles Leclerc e a McLaren Racing tenha fechado o dia com a volta mais rápida de Oscar Piastri, o desempenho nos long runs contou outra história.


Russell lidera o ritmo de corrida

Nas simulações com tanque cheio, o mais rápido foi George Russell. O britânico registrou voltas cerca de 0s48 mais rápidas que as de seu companheiro Kimi Antonelli e aproximadamente 0s6 à frente da Ferrari pilotada por Lewis Hamilton.

A Red Bull Racing apareceu logo atrás, mas já com cerca de 0s8 de diferença por volta, mesmo utilizando pneus teoricamente mais rápidos.

A McLaren, por outro lado, não repetiu o desempenho de volta rápida em ritmo de corrida. Piastri ficou mais de 1 segundo por volta atrás da Mercedes, enquanto Lando Norris realizou um programa diferente e não teve dados comparáveis.


Mercedes pode ter escondido desempenho

Os dados de velocidade sugerem que a Mercedes pode não ter utilizado toda a potência do motor nas voltas rápidas. Em alguns pontos do circuito, seus carros ficaram até 10 km/h mais lentos que rivais da McLaren.

Isso indica que a equipe pode ter rodado com configurações mais conservadoras, guardando desempenho para classificação e corrida.


Diferenças no uso de energia

As medições de velocidade também revelaram estratégias diferentes de gerenciamento de bateria:

  • A Ferrari teve velocidade menor antes da Curva 1, mas foi muito forte na reta final.

  • A Red Bull concentrou energia no primeiro setor, perdendo rendimento depois.

  • A Mercedes manteve uma distribuição mais cautelosa ao longo da volta.


Essas variações mostram que as equipes ainda buscam o melhor equilíbrio para o traçado do Albert Park Circuit.

Audi surpreende no pelotão intermediário

Entre as equipes do meio do grid, o destaque foi a estrutura ligada à Audi.

Nico Hülkenberg registrou o melhor ritmo do pelotão intermediário, cerca de 1s95 por volta atrás de Russell. O brasileiro Gabriel Bortoleto também mostrou bom desempenho e terminou próximo do companheiro.

Outras equipes como Haas F1 Team e Williams Racing tiveram mais dificuldades com carga alta de combustível.


Estratégia deve ser de uma parada

De acordo com a Pirelli, o desgaste dos pneus foi baixo nas simulações, apesar de algum nível de granulação no eixo dianteiro.

Com isso, a tendência é que a corrida em Melbourne seja decidida com apenas uma parada nos boxes, estratégia comum na pista australiana.

Mesmo sem liderar a tabela de tempos na sexta-feira, a Mercedes mostrou um ritmo de corrida muito forte. Se os dados se confirmarem, a equipe alemã pode chegar ao domingo como uma das principais candidatas à vitória.

 
 
 

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